Quais são os principais erros cometidos na hora de abrir uma empresa?

Os principais erros cometidos na hora de abrir uma empresa

Quando um projeto de vida está prestes a se concretizar quem quer falar dos possíveis erros desse projeto? É raro encontrar empreendedores que façam essa reflexão no processo de abertura da empresa, pois há uma ansiedade em ver as portas abertas o quanto antes. Com as energias direcionadas para as questões comerciais, pensam nas questões jurídicas, tributárias e financeiras como um emaranhado de burocracias que podem ficar para depois.

Não priorizar a gestão, avaliando possíveis equívocos nos primeiros passos é o primeiro erro. Colocar uma empresa no mundo é muito mais do que registrar um CNPJ e partir para as vendas. Um negócio tem mais possibilidades de prosperar quando, desde o princípio, o empreendedor olha para a gestão como prioridade.

Esse erro inicial é cometido quando não há um plano de negócios, o pilar onde todas as demais estruturas de uma empresa deve ser baseada. A ausência desse pilar, pode desencadear uma série de falhas na estrutura, entre elas, três erros contábeis que queremos destacar aqui.

Não realizar avaliação de natureza jurídica

Existem diversos tipos de natureza jurídica que o empreendedor pode escolher para registrar sua empresa, dentre eles trazemos como exemplo: Microempreendedor Individual (MEI); Empresário ou Empresa Individual (EI); Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli); Sociedade Simples Limitada (Ltda.) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Cada uma dessas naturezas jurídicas possui características específicas sobre participação de sócios, capital social, tipos de atividades que podem ser executadas dentro da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), separação de patrimônios pessoais e empresariais, dentre outros pontos, que nortearão juridicamente o funcionamento da empresa, as responsabilidades do empresário e seus possíveis sócios.

As especificações de cada natureza jurídica dão indicativos ao empreendedor sobre o melhor enquadramento para sua empresa, mas é um erro fazer uma avaliação superficial e optar pelo que parece óbvio. A formalização é o ponto de partida de uma empresa e a escolha adequada na natureza jurídica garante condições de crescimento seguro.

Não realizar planejamento tributário

O regime tributário de uma empresa é avaliado com base no faturamento anual, diferenças de porte, volume de negócios, natureza de atividades executadas e situação econômica de cada empresa. De acordo com a realidade de cada uma, é possível traçar alternativas que viabilizem a minimização dos impostos pagos.

Essas alternativas são identificadas por meio de um planejamento tributário, também conhecido como elisão fiscal. A estratégia avalia os tributos federais, estaduais e municipais a serem pagos pela empresa, estuda as possibilidades previstas na natureza jurídica juntamente com as projeções de faturamento e margem de lucro e cria opções legais para redução da carga tributária do negócio.

É um erro não realizar o planejamento tributário na abertura de uma empresa, porque perde-se a oportunidade de economizar no pagamento de impostos desde o início. O planejamento tributário acompanha o crescimento da empresa e se adapta às mudanças do negócio e dos regimes tributários, sempre encontrando formas de reduzir tributos.

Não realizar planejamento financeiro

É comum que os empreendedores abram empresas baseados apenas no conhecimento mínimo da gestão financeira: valor que investirá, despesas fixas, custos dos produtos, controle das entradas, das saídas e dos lucros. Acreditam que por estar começando, a gestão financeira pode ser simplificada.

O erro é pensar que um planejamento financeiro macro só será necessário caso a empresa cresça além das suas habilidades básicas. A verdade é que o crescimento está diretamente ligado a um bom planejamento financeiro. Infelizmente, a gente encontra por aí empresas com volume de clientes positivo e saldo bancário negativo, porque o fluxo do dinheiro não está bem estabelecido.

O planejamento financeiro traz clareza sobre o investimento feito, distribuição desse capital nas despesas iniciais, previsão do tempo para geração de lucros, formação de reservas para o empreendedor se manter até que o pró-labore seja sustentável, dentre outros inúmeros fatores que constroem uma rota para o dinheiro na empresa e evita que ele se perca.

Não deixe a “burocracia” de lado

Os erros mais comuns, como os citados aqui, acontecem principalmente porque o empreendedor, apaixonado pelo sonho se realizando, não prioriza o que considera “burocracia”. Uma empresa sólida precisa de bases sólidas, que se constroem a partir do momento que o empreendedor se apropria do cargo de empresário e se dedica à gestão.

Para evitar esses erros, a participação de um contador no processo de abertura de uma empresa é indispensável. Na Convexa nós garantimos aos nossos clientes que o seu negócio está abrindo as portas com segurança jurídica, tributária e financeira. Nós cuidamos de tudo e damos ao empreendedor a tranquilidade para priorizar o que ama!

Quer bater um papo ou tirar dúvidas sobre este assunto? Manda uma mensagem pra gente e vamos conversar!

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