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Você que está montando ou pensando em montar uma empresa, certamente já deve ter se perguntado se é melhor empreender sozinho ou abrir uma empresa com mais alguém para dividir responsabilidades, conquistas, riscos, tempo, energia, investimentos, etc.

Escrevemos este artigo pensando em te ajudar a entender quais são os aspectos que você deve considerar ao tomar uma decisão sobre o assunto. Além disso, abordamos também as principais formas jurídicas para se montar uma empresa, com ou sem sócios.

 

Começar seu negócio com uma pessoa que complemente as suas habilidades pode ser uma vantagem competitiva significativa. Até porque, existe aquela máxima que diz: “juntos somos mais fortes”, ou ainda o ditado popular “se quer ir rápido, vá sozinho, mas se quer ir longe, vá acompanhado”. De certa forma, ter um sócio pode ser bem vantajoso em alguns aspectos. No entanto, é preciso pensar que uma sociedade é praticamente um casamento, e encontrar a pessoa ideal para ser o seu parceiro nesta empreitada na maioria das vezes não é uma tarefa tão simples assim.

 

Se você decidir ter um sócio, vale a pena estar atento às dicas a seguir:

 

– “Antes de casar, namore”: Procure conhecer bem a pessoa que você irá ter uma sociedade. Tenha muitas conversas, troquem ideias, tirem dúvidas, sejam transparentes um com o outro, falando de suas ambições, medos e dificuldades. Procurem conversar sobre como seria vocês trabalhando juntos, que dificuldades e sucessos poderão ter de acordo com o jeito de ser de cada um. Pense no que você pode aprender com este possível sócio, e analise o que ele pode contribuir para o seu crescimento pessoal.

 

– Habilidades distintas e complementares: Analise os seus pontos fortes e fracos e entendam juntos no que se complementam. Você é muito bom em vendas? E quem irá fazer o operacional? Se seu sócio ficar encarregado das tarefas braçais enquanto você vende e traz novos negócios para a empresa, este parece ser um bom caminho para uma parceria de sucesso. Pensem ainda como poderiam se ajudar para desenvolverem os pontos fracos e potencializar os pontos fortes de cada um.

 

– Mesmos objetivos: Entenda se os objetivos que cada um tem com este negócio são os mesmos. Você quer ter um produto revolucionário no mercado e altamente sustentável, enquanto seu sócio somente está preocupado ter uma negócio que lhe traga dinheiro? Se a resposta é sim, parece que essa não é a pessoa ideal para compartilhar o seu projeto.

 

– E se o negócio não der certo e a empresa não decolar, como fica? Sabemos que ninguém casa para “descasar”, então, por quê alguém faria uma sociedade para depois desfazê-la? Mas tão importante quanto o planejamento da construção da sociedade é o planejamento do seu término. Isso deve ser conversado e documentado em contrato já no início da sociedade. Sem um consenso entre as partes, é bem provável que caso ocorra um rompimento todos saiam perdendo, podendo haver até mesmo a falência do negócio. Um sócio pode comprar a parte do outro, mas é importante ficar claro desde o início quais as condições necessárias para isso. É importante lembrar também dos herdeiros e o que acontece no caso de falecimento de um dos sócios. Parece estranho começar algo falando em término, mas isso é de extrema importância para evitar futuras dores de cabeça e deixar tudo às claras desde o início.

 

 

Agora, imaginando que você tem então decidido por abrir sua empresa com um sócio, vamos falar um pouco sobre a constituição jurídica da sociedade, que será registrada através de um contrato social.

 

A forma jurídica mais comum hoje no Brasil para uma empresa com sócios é a chamada Sociedade de Responsabilidade Limitada, a famosa sigla “LTDA”. Esta forma jurídica tem esta nomenclatura pelo fato da responsabilidade dos sócios estar limitada à sua participação da sociedade, mas todos os sócios respondem integralmente pelo capital social. Mas, o que isso quer dizer? Se o capital social da empresa com dois sócios é de R$ 10.000 e cada sócio tem 50% de participação, os sócios irão responder pelas dívidas da empresa até o limite da sua participação societária, ou seja, por 50% cada um. Nesta forma jurídica, os bens pessoais dos sócios ficam protegidos e não entram em uma possível liquidação destas dívidas.

 

Caso você opte por abrir a sua empresa sozinho, a primeira alternativa é o Empresário Individual (fique atento para não confundir com o MEI, que é o Micro Empreendedor Individual). O Empresário Individual é uma personalidade jurídica que tem o empresário como único dono da sua empresa e exerce em nome próprio uma atividade empresarial. Diferentemente de uma sociedade, o empresário responde com seus bens pessoais além do capital social da empresa. Isto é, em caso de dívidas, o empresário pode ter seus bens pessoais liquidados para pagamento destes valores.

 

Caso o empresário não queira correr o risco de ter seus bens pessoais desprotegidos, outra forma jurídica para se montar um negócio sozinho é a que chamamos de “EIRELI”, sigla para Empresário Individual de Responsabilidade Limitada. Neste caso, a responsabilidade do empresário está limitada ao capital social da empresa, e o patrimônio pessoal deste empresário fica blindado a uma eventual liquidação de dívidas contraídas pela própria empresa. No entanto, o capital social neste modelo deverá ser o montante de 100 salários mínimos nacionais.

 

Aqui na Convexa nós sempre apoiamos nossos clientes a analisar estes e outros aspectos importantes a serem considerados para que seja a tomada a melhor decisão no momento da abertura da empresa. Por isso, não deixe de conversar com a gente antes de começar a montar o seu negócio. Clique [AQUI] e entre em contato. Teremos o maior prazer de conversar sobre o seu projeto.

 

Falamos neste artigo sobre o capital social. Para saber mais, acesse nosso artigo específico sobre este tema, clicando [AQUI].

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