Em Convexa

É muito bom quando um casal tem a oportunidade de crescer profissionalmente, acompanhando e motivando um ao outro em suas jornadas, cada um enfrentando os desafios da profissão, superando e aprendendo diariamente com o apoio do outro. Mas o que acontece quando os dois dividem o mesmo trabalho ao administrarem uma empresa juntos? Qual é o ponto de inflexão que separa os “sócios” do “casal”? Quando um casal empreende junto, há grandes desafios nessa relação que envolve amor e sociedade.

Na Convexa, assessoramos diversos casais que são sócios e isso nos trouxe experiência sobre alguns fatores gerenciais que precisam ser observados com atenção para que o negócio alcance os melhores resultados possíveis. Uma parceria de duas pessoas que se amam, focadas em desenvolver um projeto de interesse comum tem tudo para dar certo, desde que a dinâmica de relacionamento do casal não determine a dinâmica de gerenciamento da empresa.

Para demonstrar que existem particularidades a serem observadas em empresas gerenciadas por casais, selecionamos três pontos bastantes esclarecedores: participação individual nos lucros e rendimentos; atribuições de cada um na gestão; separação das emoções pessoais na tomada de decisões.

Cuidem do salário de cada um

Se a empresa é de ambos, como será a divisão de lucros? Precisaremos identificar qual a natureza jurídica da empresa, a participação societária estabelecida para cada um, a dinâmica de gestão financeira do casal e com essas informações elaborar um planejamento contábil que seja adequado para a empresa e para o casal.

Supondo que seja uma sociedade com 50% de participação de cada sócio, caso o casal tenha finanças pessoais parcialmente compartilhadas, definimos um valor de pró-labore igual para cada um, creditado nas contas de pessoa física. Caso tenham fianças integralmente compartilhadas, definimos um pró-labore que será creditado em uma conta conjunta.

Nesse ponto, não há dinâmica certa ou errada. Seja ela qual for, precisa estar devidamente estabelecida na gestão financeira. Essa organização contábil traz mais clareza, deixando sempre evidente aos “sócios” quais são os rendimentos do “casal” e que a gestão financeira doméstica deve ser feita separadamente da gestão financeira da empresa.

Cuidar do diálogo com equipes

Toda empresa precisa de uma estrutura com departamentos, lideranças e equipes. Na gestão de um negócio que pertence igualmente a ambos, o casal pode não estabelecer formalmente as atribuições de cada um dentro do negócio. A falta de estrutura bem definida vai transmitir uma mensagem confusa para a equipe sobre a liderança da empresa, abrindo espaço para uma série de problemas.

Em uma equipe com uma dinâmica hierárquica sem clareza, um determinado funcionário que tiver mais identificação com um dos sócios, se dirigirá diretamente a ele quando quiser tratar de alguma insatisfação. Da mesma forma, um funcionário que se identifica com o outro sócio fará a mesma coisa. Cada sócio pode conduzir a situação de uma maneira e os dois funcionários se sentirão tratados de formas diferentes.

Situações como essa geram falta de transparência na comunicação com a equipe e criam na empresa uma cultura de insegurança no relacionamento com a liderança. Quando os funcionários percebem tratamentos diferenciados entre eles, há mais chances de levarem as suas insatisfações à justiça do trabalho antes de tentarem resolver em diálogo com a empresa.

O casal precisa estabelecer uma estrutura com atribuições claras para cada um dos sócios, especialmente no relacionamento com as equipes e os fornecedores, que são grupos sensíveis para a gestão financeira. Falhas de comunicação nesses grupos podem levar a prejuízos significativos.

Cuidar para não levar a empresa para casa e vice-versa.

A empresa de um casal tem todos os outros desafios de qualquer outra empresa. Muitos deles levam a decisões difíceis, possíveis conflitos, perdas e ganhos, envolvendo os interesses dos “sócios” e do “casal”. Para que todos esses fatores não afetem negativamente o relacionamento e o negócio é importante que não se percam no caminho entre a casa e a empresa.

Em casa, cada casal possui uma dinâmica e um jeito bem particular de funcionar, mas é importante lembrar que a empresa não é uma extensão da casa. A natureza jurídica, a participação de cada sócio e as atribuições de cada um precisam estar formalizadas. As decisões precisam ser tomadas a partir daquilo que é melhor para a empresa e não do que é melhor para cada um individualmente.

Imagine uma situação em que a empresa esteja precisando cortar despesas e o casal está discutindo qual é a melhor opção. Em casa, eles se desentendem por razões pessoais e um deles, movido pelas emoções, toma decisões sobre o assunto de acordo com seu interesse pessoal. Este é um exemplo no qual a posição de “casal” atrapalhou na decisão adequada que deveria ter sido tomada como “sócios”.

Casais passam por instabilidades no relacionamento. Algumas mais rápidas, outras mais duradouras. Sabemos que não é possível ser uma pessoa na empresa e outra totalmente diferente em casa. O que achamos possível é que o casal enxergue a empresa como uma terceira pessoa nessa relação, que depende da harmonia dos sócios para que prospere.

Aqui na Convexa temos exemplos de casais que empreendem juntos com muito sucesso, devido a metodologias gerenciais bem estabelecidas para que não levem a empresa para casa e nem a casa para empresa. É possível ter uma vida a dois, compartilhando um relacionamento, uma sociedade e desempenhando esses papéis em harmonia por toda uma vida. Nós acreditamos nisso e se não estiver dando certo por aí podemos te ajudar.

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